Posted by: kohlerortofacial | November 9, 2010

Terapia ensina o cérebro a não perceber o zumbido

Na última sexta-feira (05) aconteceu mais uma palestra do Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GAPZ), no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba. Mais de 20 pessoas compareceram ao encontro e, além de assistir a palestra, aproveitaram para tirar dúvidas e compartilhar experiências. Reginaldo Carneiro Raffo, 65, veio ao GAPZ pela segunda vez e considera a iniciativa importante e esclarecedora. “É muito bom vir aqui, a gente entende o que é o zumbido e conhece as causas e formas de tratamento”, afirma.
Reginaldo sofre com o problema há dois anos e a partir do GAPZ teve uma ideia do que, no caso dele, pode ser a causa. “Eu tenho bruxismo e um dos profissionais do GAPZ disse que isso pode causar zumbido”, conta se referindo ao ortodontista e ortopedista facial Gerson Köhler, membro do grupo. Köhler ressalta que o zumbido é um sintoma e que mais de 200 fatores podem desencadeá-lo. “Por isso é preciso investigar o quadro clínico do paciente até encontrar o que o causa e determinar a melhor maneira de tratar o problema”, observa.
No encontro deste mês o tema abordado pela otorrinolaringologista e otoneurologista Rita de Cassia Guimarães Mendes, coordenadora do GAPZ Curitiba, foi “Noções sobre TRT – Terapia de Retreinamento do Zumbido”. Segundo a especialista, a TRT é uma abordagem definitiva, que dura de 18 a 24 meses e tem sucesso em 80% dos casos. Apesar dos resultados positivos, a TRT é apenas um dos vários tratamentos existentes para o zumbido e não serve para todos os portadores do problema. “É preciso fazer uma rigorosa avaliação com cada paciente para determinar o melhor tratamento. Pessoas com perda de audição, por exemplo, primeiro tem que voltar a ouvir bem para então se submeter a outras técnicas”, ressalta.

A terapia funciona como um retreinamento do cérebro, que é “ensinado” a não perceber mais o zumbido, diminuindo o incômodo do paciente. “O zumbido é filtrado e o cérebro não o percebe mais. O primeiro passo é a orientação. O médico explica o tratamento e desmistifica o zumbido, assim a reação ao perceber o ruído é menor”, explica Rita de Cassia.
Concomitante à orientação é proposto um enriquecimento sonoro direcionado. O paciente deve evitar o silêncio e sempre ouvir um som, orientando pelo médico, mais baixo do que o zumbido, que seja contínuo e monótono. “Existem várias opções como a fonte que tem barulho de água e geradores de som. Com o tempo o zumbido torna-se silencioso, deixa de ser uma ameaça e o sinal que o codifica no cérebro é descartado”, esclarece a otorrinolaringologista.


Responses

  1. Há 3 anos que tenho zumbido dentro da cabeça. Por vezes torna-se tão incómodo que quase chego ao ddesespero. Para isso não acontecer tomo um anti-depressivo, que me ajuda a suportar tal incómodo.
    Por favor me indiquem uma solução….


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