Posted by: kohlerortofacial | September 5, 2010

Bruxismo, oclusão dentária incorreta e tensões musculares podem provocar zumbido no ouvido

No último dia (03) aconteceu o encontro mensal do Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido (GAPZ), no Hospital de Clínicas da UFPR em Curitiba. A reunião, que acontece toda primeira sexta-feira do mês, teve como tema “A atuação da ortodontia no tratamento do zumbido”, que foi apresentado pelo ortodontista e ortopedista facial Gerson Köhler. “Muitas pessoas podem achar estranha a relação entre o zumbido e a odontologia e não entendem a razão pela qual a boca, os ossos e músculos faciais podem influenciar neste problema. E é para responder a estas e outras questões que o GAPZ é importante”, afirma o especialista.
Maria Augusta C. Szaikowski sofre há mais de 20 anos com o zumbido. “Sinto só do lado esquerdo, começou devagar e foi aumentando. Já procurei vários médicos e fiz diversos exames, mas ainda não encontrei a solução”, afirma. O zumbido é um sintoma que pode ter múltiplas causas ao mesmo tempo e há quase 100 anos os médicos e odontólogos – de  forma conjunta –  estudam e buscam as razões que geram este incômodo. “A medicina e a odontologia são muito segmentadas e as pessoas acabam enxergando o corpo dividido em várias partes. Mas com o zumbido é diferente, muitas vezes existe a necessidade de se precisar de mais de uma especialidade para tratá-lo”, observa Gerson.
Segundo o ortodontista, as funções bucais não existem sem o encaixe da mandíbula ao crânio, bem próximo aos ouvidos, e muitas das informações somatossensoriais provenientes da força feita  pela musculatura mastigatória podem ser -em determinados casos – erroneamente interpretadas pela córtex cerebral como zumbido. “Problemas nas articulações temporomandibulares, conhecidas como ATMs, apertamentos excessivos, bruxismo noturno e a oclusão dentária incorreta (problemas ortodônticos) podem estar  relacionados ao zumbido”, explica o especialista Köhler.
Quando o fechamento, ou oclusão, dos dentes entre si é incorreto pode gerar conflitos na forma de encaixe das articulações craniomandibulares e também gerar distribuição de forças musculares assimétricas entre os lados esquerdo e direito. “Durante a mastigação a boca gera de 100 a 150 quilogramas força, podendo, nos casos de apertamentos  sem finalidade alguma – o bruxismo – chegar até aproximadamente 500 quilogramas força, gerando extrema nocividade às estruturas craniofaciais, principalmente para as ATMs e seus anexos,  podendo – por via direta ou indireta – aumentar a intensidade do zumbido ou até mesmo causá-lo”, esclarece o professor Gerson Köhler. Nestes casos uma das soluções – entre outras – é normalizar a oclusão dentária,  tratamento que pode ou não ser feito através de aparelho corretivos,  para, desta forma, poder também interferir sobre o excesso de tensão da musculatura facial interligada.
Com as explicações do especialista, Maria Augusta já consegue  refletir melhor sobre o seu problema de zumbido e, em apenas dois encontros do GAPZ, ela já tem expectativas para melhorar a sua saúde. “Todas as informações são importantes, as experiências que são compartilhadas também ajudam e assim consigo entender mais o meu problema. Com a palestra de hoje pude perceber que tenho dor nas têmporas e isso pode influenciar o zumbido”, ressalta. O GAPZ conta com uma equipe interdisciplinar formada por profissionais das áreas médica, odontológica, fonoaudiológica, fisioterápica e psicológica, que dão orientações e esclarecem dúvidas. As reuniões são gratuitas e o próximo encontro será no dia primeiro de outubro, com a otorrinolaringologista Rita Mendes, cuja  palestra irá dar explicações sobre  tipos de tratamentos que existem para o zumbido. Quem quiser colaborar, pode fazer a doação de um produto de higiene pessoal, que o GAPZ encaminha para entidades  assistenciais de pessoas idosas de Curitiba.


Responses

  1. Gostaria de obter informações sobre onde buscar tratamento para o zumbido (devido ao bruxismo) na cidade de Porto Alegre.

    • Olá Luciano,
      Para saber sobre médico otoneurologista em Porto Alegre, por favor faça contato com Dra. Rita Guimarães (ritaguimaraescwb@gmail.com), a coordenadora de nosso GAPZ-Curitiba.
      Atenciosamente,
      Gerson I. Köhler
      Curitiba/PR


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