Posted by: kohlerortofacial | August 10, 2010

Encontro explica o papel da fisioterapia no tratamento do zumbido

Na última sexta-feira (6) aconteceu mais um encontro do Gapz – Grupo de apoio à pessoas com zumbido  – no Hospital de Clínicas da UFPR em Curitiba, com o tema “A atuação da fisioterapia no zumbido”. A fisioterapeuta Vivian Domit Pasqualin foi a responsável pela palestra, que contou com a presença de mais de 30 pessoas. “O zumbido é resultado da interação dinâmica de alguns centros do sistema nervoso, que podem ser auditivos ou não. Alguns músculos possuem um ponto de referência dentro do ouvido e é por este motivo que a fisioterapia se tornou uma importante aliada no tratamento desse mal”, esclarece Vivian.
A fisioterapeuta explica que existem nove músculos principais que podem estar ligados ao zumbido como os das costas e do pescoço. “O sistema músculo-esquelético, principalmente na cabeça, face e pescoço, pode estar associado a este incômodo. Dores espontâneas ou com compressão, tensão e encurtamento muscular e até mesmo disfunção motora podem desencadear o zumbido ou interferir em sua intensidade”, afirma à especialista. O tratamento com fisioterapia visa restabelecer a condição muscular, melhorar a amplitude dos movimentos, aumentar a força dos músculos e controlar a dor. Vivian acrescenta que “massagem e alongamento são algumas das técnicas utilizadas, além do paciente receber várias orientações. Cada um tem a sua dor, por isso tudo é personalizado de acordo com o caso”.
Mas antes de recorrer a esta área da medicina, o primeiro passo é procurar um otorrinolaringologista, que irá descartar inúmeras outras causas possíveis e então indicar o tratamento correto. “O zumbido possui mais de 200 causas e mais de 28 milhões de pessoas sofrem com isso no Brasil. Nem sempre se pode solucionar o problema, mas é possível controlá-lo e diminuí-lo”, ressalta Gerson Köhler, ortodontista e ortopedista facial. Ele afirma que até mesmo questões odontológicas como bruxismo, forma incorreta de fechar a boca e a maneira como os dentes de encostam podem influenciar o barulho no ouvido.
Criatividade que trouxe alívio ao zumbido
“Recomendo, pra mim fez uma grande diferença. Vou intensificar meu apoio e ajudar a divulgar o Gapz”, ressalta Masami Sato, depois de contar sua experiência para todas as pessoas que participaram do encontro e que também buscam uma solução. Masami faz parte da parcela de 5% das pessoas que sofrem com o chamado zumbido incapacitante, que as impede até de trabalhar. Após frequentar algumas reuniões do grupo, Masami foi ao consultório da otorrinolaringologista Rita de Cassia Guimarães, responsável pelo Gapz em Curitiba. “Ela disse que a solução para o meu caso que tenho zumbido nos dois ouvidos era o tratamento através de sessões de aconselhamento e enriquecimento sonoro. Existem aparelhos geradores de som mas o custo é muito alto e não tenho condições para comprá-los, então tive uma idéia que me ajudou e pode ajudar outras pessoas”, conta.
O engenheiro eletrônico, com ajuda de seu filho, encontrou o ruído branco – som que vai do agudo ao grave, semelhante ao chiado de uma emissora de televisão fora do ar – na internet e gastou dois dólares para fazer o download.
“Então comprei um MP3 e um fone colocado de maneira especial na cabeça, gravei o som e agora escuto o dia todo. Foi um alívio, faz duas semanas que estou usando e já posso trabalhar e dar o sustento da minha família” comemora Masami, que sofre com o problema há quatro anos e já tinha tentado vários tratamentos sem sucesso. “A ideia deu tão certo que a doutora Rita quer conseguir patrocínios para a aquisição de aparelhos MP3 e fones  para iniciar um estudo científico com este dispositivo para o tratamento do zumbido e então poder disponibilizar à população de baixa renda e que sofre com o zumbido”, comenta Masami.
A Dra Rita esclarece que o tratamento do zumbido através de terapia sonora deverá sempre acontecer com sessões de aconselhamento onde o paciente é esclarecido sobre  todos os fatores envolvidos no seu zumbido, compreende como ocorre o treinamento auditivo pelo som neutro e retira qualquer associação negativa relacionada ao zumbido e que reforça a sua percepção e o seu incômodo.
“Esse é o principal objetivo do Gapz, promover a troca de experiências entre as pessoas que sofrem do mesmo problema, além de trazer orientações e atualizações sobre o zumbido”, considera o ortodontista Gerson. Vivian concorda e acrescenta que “é uma iniciativa inovadora e pioneira que cresce cada dia mais no Brasil.
Estudos comprovam que as pessoas que participam de pelo menos 75% dos encontros do Gapz têm uma melhora significativa no zumbido”.
Vale dizer que o paciente está iniciando um tratamento com treinamento sonoro e sessões de aconselhamento e que ele próprio confeccionou um dispositivo com auxílio de um MP3, com baixo custo e que poderá inclusive ser utilizado por outros pacientes que quiserem fazer parte de uma pesquisa científica para o tratamento do zumbido.


Responses

  1. […] http://gersonkohler.wordpress.com/2010/08/10/encontro-explica-o-papel-da-fisioterapia-no-tratamento… […]


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