Posted by: kohlerortofacial | July 1, 2010

Perda auditiva pode estar acompanhada de zumbido

Um barulhinho incômodo, semelhante a uma cigarra, que faz parte de cerca de 28 milhões de brasileiros, esse é o zumbido. Para atender essas pessoas, todo início de mês acontece o Grupo de Apoio as Pessoas com Zumbido (GAPZ). O próximo encontro será nessa sexta-feira, 02 de julho, com o tema “Relações entre o zumbido, intolerância a sons e perda auditiva”, que contará com a presença de Izabella Pedriali de Macedo, fonoaudióloga especialista em audiologia e de Vivian Pasqualin, fisioterapeuta.
Izabella conta que no evento será discutido a relação do zumbido com a perda auditiva. A perda auditiva é definida como a redução da capacidade de detectar ou distinguir um som, pode ser parcial ou total e afetar uma ou ambas as orelhas. “Já zumbidos são sons percebidos nas orelhas ou na cabeça na ausência de qualquer fonte sonora externa, pode aparecer como um tocar de sino, abelha, som de eletricidade, clique, pulsações e outros tipos de sensações sonoras. Estima-se que 85 a 90% dos pacientes com perda auditiva apresentem o sintoma zumbido”, acrescenta.
A fisioterapeuta Vivan Pasqualin diz que outra queixa muito comum em pessoas com perda auditiva e zumbido é a hipersensibilidade aos sons. Algumas pessoas são especialmente sensíveis e não conseguem tolerar nem mesmo níveis normais de sons do dia-a-dia e sentem bastante desconforto.
“Existem três tipos de hipersensibilidade a sons: a hiperacusia, a misofonia e a fonofobia. Como a abordagem é diferente para cada tipo, o seu reconhecimento correto é necessário para a instituição do tratamento adequado. 25 a 40% das pessoas com zumbido apresentam hipersensibilidade auditiva”, complementa Izabella.
De acordo Rita Mendes, coordenadora do GAPZ-Curitiba, o primeiro passo ao sentir os sintomas é procurar um médico, pois a partir da consulta é que se pode encaminhar e solicitar exames para o paciente. Além de avaliações que complementarão a consulta e determinarão as causas do zumbido para cada um. “Inicialmente, o médico fará um interrogatório ao paciente sobre seu hábito de vida, se ele possui algum tipo de tolerância a sons, alergias, problemas emocionais e de saúde, entre outros. Depois é realizado exames físicos – ouvidos, nariz, garganta e ausculta”, diz.
Após o diagnóstico, o ortodontista e ortopedista facial e membro da GAPZ Curitiba, Gerson Köhler, diz que não há motivo para se assustar, pois o problema tem tratamento. “Como o zumbido pode ter várias causas é importante que seja feito exames detalhados. Por isso GAPZ-Curitiba conta com uma equipe multidisciplinar – com otorrinolaringologistas, dentistas, fonoaudiógolos, fisioterapeutas, psicólogos, entre outros profissionais”, conclui.
Serviço: Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido
Data: 02.07.2010
Tema: Relações entre o zumbido, intolerância a sons e perda auditiva.
Palestrantes: Izabella Pedriali de Macedo, fonoaudióloga especialista em audiologia e Vivian Pasqualin, fisioterapeuta
Horário: a partir das 14h
Local: 5º andar anexo B do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná


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