Posted by: kohlerortofacial | December 9, 2009

Facilitando a correta formação facial

Há a crença popular de que o rosto corresponde somente ao que está escrito no código genético, embora a verdade não seja bem essa. Logo ao nascer, os fatores ambientais começam a agir sobre a criança e influenciarão também a maneira como a sua face se desenvolverá. A afirmação é do ortodontista e ortopedista facial, Gerson Köhler, que informa ser possível administrar esse jogo de estímulos, desde que a intervenção corretiva e normalizadora ocorra cedo.
Estudos científicos dão conta de que sete em 10 pessoas não apresentam o encaixe entre os dentes superiores e os inferiores completamente correto. Essas questões são de fácil identificação em adultos e crianças ou pré-adolescentes – mas, negligenciadas, tendem a causar futuros prejuízos à qualidade de vida de cada qual. “Muitas vezes, só observar o paciente abrindo e fechando a boca já dá indícios dos níveis de assimetria e alterações de crescimento que estejam se instalando no rosto da criança”, esclarece Köhler com base, não só em sua atividade clínica propriamente dita, mas também em mais de duas décadas de docência na formação de pós-graduados em sua especialidade.
O fato é que isso pode desencadear uma série de problemas. Originam-se em idade precoce na infância, influenciados pelas funções faciais inadequadas, tais como atos incorretos de respiração, mastigação, deglutição ou até de excesso de sucção de objetos (chupetas ou mamadeiras), além de funções sem finalidade alguma, tais quais o rangido e o apertamento dos dentes.
Em todo caso, a oclusão dentária (a forma como os dentes superiores se encaixam com os inferiores)  é o que mais interfere na estética sobre a harmonia e a forma do rosto. Considerada uma complexa orquestração, concluída apenas ao fim da adolescência, se os cuidados corretos não forem tomados já na infância, tendem a se projetar negativamente no futuro.
De acordo com Köhler, se desde a infância não houver um acompanhamento por parte dos pais, as conseqüências podem não ser agradáveis e alterar a qualidade de vida da criança ou do adolescente. “Além de sofrer efeitos de ter um rosto, de certa forma, levemente desfigurado – em diversos níveis de severidade – , a criança pode, também, sofrer outras implicações desconfortantes a médio e longo prazo, se analisadas do ponto social”, reflete.
Diferentemente do que pensa um leigo, a formação do rosto transcende a genética e, conjuntamente, é definida pelas funções faciais (respiração, mastigação, deglutição, fonação, etc) desde o nascimento. “O posicionamento inadequado dos dentes em suas arcadas, principalmente na transição dos dentes decíduos (de leite) pelos permanentes, pode gerar diversos níveis de anomalias dentofaciais, refletidas diretamente na parte estética da face da pessoa”, ressalta o professor Köhler.
No fim de contas, o melhor modo de tratar as questões expostas é de forma interdisciplinar, envolvendo profissionais das áreas odontológica, médica e fonoaudiológica. “O recomendado é que as pessoas procurem especialistas na área médica e/ou odontológica para detectar os problemas o quanto antes, pois só assim poderão ser corrigidos da melhor maneira”, arremata Köhler.


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